SANTA PÁSCOA

30.3.18
No hemisfério norte, a Páscoa acontece junto com a primavera, e reforça o sentido da quadra: desejos de renovação, de alegria e de renascimento. É chegada a hora de retomar, germinar. Desabrochar. E Façamo-lo junto à família, à volta de uma mesa, onde se coloca as iguarias típicas da época mas aonde se põe também a gentileza e os sorrisos. Este ano, aqui em casa, vai faltar uma filha mas os sobrinhos vão preencher essa ausência, o que é garantia de festa redobrada e muito entusiasmo. E o que vos desejo é justamente isso: que se reúnam e reforcem os laços, com a família e os amigos. Com aqueles que vos são queridos e importam na vossa vida!

ARMÁRIO RÚSTICO #2

25.3.18
Três semanas depois, em meio à azáfama das obras no quarto das filhas, que virou a casa e a minha vida de cabeça para baixo (justificativa para a minha ausência no blog), parece que o armário ficou pronto. Parece, porque olhando bem, haveria lugar para mais uma lixadela aqui ou um polimento ali. Mas chega a uma altura em que é preciso aceitar a beleza da imperfeição e assumir que a peça está acabada. E para mim, o guarda comida ganhou nova vida. Continua com ares de moço simples, com a sua lateral feita de restos de madeiras toscas e a cimalha interrompida, mas ganhou um fundo de propagandas recortadas de revistas antigas e agora apenas espera que a parede que o irá receber fique pronta. Para quem perdeu o primeiro episódio da transformação deste móvel, sugiro que leia aqui enquanto aguarda pacientemente pela 3ª e última parte....

ARMÁRIO RÚSTICO #1

4.3.18
Desde que caí de amores por um móvel rústico, que estava pregado a um canto de uma assoalhada de um velho andar, que não tenho sossego. Os meus fins de semana têm sido passados na sua companhia e a tarefa ingrata de lixar, lixar e lixar sem fim à vista, por vezes me faz pensar se estarei no bom caminho. Mas enfim, não sou pessoa de desistir fácil, e enquanto como o pó da lixa, desconfio que me está a aparecer uma madeira cheia de nós, certo, mas que promete não me decepcionar. O móvel em causa é na verdade um guarda comida, muito simples, com as típicas telas nas portas para deixar respirar os alimentos, ferragens rudimentares, cimalha e uma das laterais inacabadas na parte que encostava à parede e, sem fundo. Ou seja, um móvel de execução grosseira, desprovido de ornamentos e com acabamentos descuidados, mas que na minha cabeça já está transformado: vou assumir a madeira e as imperfeições, colocar-lhe um fundo forrado de propagandas de revistas antigas e acrescentar-lhe na base, poleias em ferro trabalhado. Mas neste momento ele está assim, ó: ferragens e telas desmontadas, partes decapadas e outras em progresso. Faço duas promessas: que ele vai ficar lindo e que eu venho mostrar a evolução.

PÉ DE MÁQUINA DE COSTURA

19.2.18
A minha existência tem sido tudo, menos glamourosa, desde que estou a intervir numa casa em que alguns móveis estão a ser recuperados por mim. Como durante a semana a vida passa-se no escritório, e só me dedico aos móveis nos tempos livres, isto quer dizer que os momentos de ócio são raros e que os assuntos no blog andam menos variados, centrando-se essencialmente nos "antes e depois" das peças que tenho em mãos. Sorry, prometo que é só uma fase e que a programação eclética há-de retornar!
A peça da vez é um pé de máquina de costura. Lembro-me que foi um amigo nosso que nos deu, tínhamos nós acabado de casar. A mãe deste amigo havia tirado a máquina da base, para mandar eletrificar, ele sabia que eu apreciava coisas velhas e um dia apareceu lá em casa com o pé. Por uns tempos ainda serviu como mesa lateral do sofá mas rapidamente acabou na arrecadação e lá ficou por mais de 20 anos. Agora, nas obras deste apartamento, precisei de mais um móvel que servisse de bancada de casa de banho (no outro banheiro da casa usei o móvel de stencil) e lembrei-me do pé que, por uma coincidência incrível descobri ter exatamente as medidas que eu precisava: era suficientemente estreito para caber entre o vão da porta e a parede em que encosta e o seu comprimento, perfeito para não atrofiar o espaço da sanita. O que fiz no pé não vai arrancar de quem o vê um UAU enorme e super expressivo, pois apesar de eu gostar de transformar radicalmente, existem peças que apenas pedem limpeza. E acho que esta era uma delas. Pesquisei bastante no pinterest e instagram, pés deste tipo (com "pernas" em madeira e pedal de ferro), repaginados, mas francamente, as imagens que encontrei não me agradaram. Pintar apenas por pintar, para dizer que agora o pé ficou colorido e alternativo, não me diz nada. Optei então por tirar o verniz escuro e deixar a madeira no seu tom mel. No pedal em ferro, fiz o mesmo: palha de aço fina, deixar a cor de ferrugem à vista e cera no acabamento. Ainda não está terminado, falta a pedra mármore no tampo, falta o lavatório e falta o mais importante: assumir as suas novas funções!

BANQUINHO COM POMPONS DE FELTRO

10.2.18
A história deste banquinho é a seguinte: via várias vezes a senhora que limpa o prédio onde moro, periclitantemente equilibrada em cima do dito cujo, a polir as pedras das colunas que ficam na entrada. Um dia propus-lhe um negócio: eu arranjava-lhe um escadote em condições e ela, em troca, dava-me a banqueta. A resposta veio imediata: que se fizesse a permuta rapidamente, pois ela era pessoa baixinha, o banco curto, e estava mais do que evidente a dificuldade que tinha em aceder a cantos altos. E foi assim que eu ganhei um banco velho e sujo, e ela, um escadote novo e reluzente. A meu ver, troca mais do que justa! Depois seguiu-se a fase da ansiedade: lixar a tinta antiga para enfim descobrir as virtudes e os defeitos do banco. A coisa boa foi a sua estrutura, que se revelou robusta e bonita. A notícia má veio com a descoberta de um tampo minado pelo caminho dos bichos. Umas bases para pratos quentes, feitas em pompons de feltro, e que eu utilizava bem pouco em casa, foi a solução que encontrei para transformar o tampo agonizante num assento colorido e confortável. Desfiz as bases e colei uma a uma as bolas. A princípio julguei que a minha ideia iria resultar num banco frágil, quase só para enfeite, em que com o sentar, pompons se iriam soltar a pouco e pouco. Mas não, com doses generosas de cola de contato e os pompons bem chegados uns aos outros, obtive um "maciço" sólido e um banquinho de arrancar sorrisos!

LinkWithin

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...
Web Analytics